
A ciência confirma o que todo pai e mãe já desconfiam: criança que cresce perto da natureza vira adulto mais empático, mais criativo, mais presente.
E contato não é sobre morar no mato. É sobre ter nome, história e cor. É conhecer o bicho daqui antes que ele vire figura distante, coisa de documentário, bicho de outro mundo.
O Brasil cabe no colo de uma criança quando chega do jeito certo — com imaginação, com traço, com tempo. O resto, ela faz sozinha.
Tudo começou com uma viagem ao Pantanal, e uma criança de 2 anos descobrindo o mundo pela primeira vez.
Foram poucos dias e muita coisa. A arara-azul cruzando o céu. O tuiuiú parado na beira do rio. A capivara que virava motivo de riso. Bichos que até então eram desconhecidos, ganharam nome, som, presença.
De volta pra casa, ficou a vontade de não deixar aquilo passar. De manter os bichos daqui por perto, mesmo longe do Pantanal, mesmo no meio da rotina.
Faltava um livro que fizesse isso. A Bicharada Brasileira nasceu pra chegar em outras casas, outros colos, outras mãos pequenas descobrindo o Brasil pela primeira vez.